quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

De noite fica claro que o dia é feito pra quem trabalha a dor

Tudo ao mar,tudo 'a terra,sempre ampliando,aplaudindo,incentivando
Quando o bicho pega viro bicho,quando a frase nega,vai pro lixo.
Meio que violeiro meio saltimbanco,quase nada triste,quase sempre franco
ou corre pro mato ou corre pro banco.
Essa é a sina do violeiro moderno,entre a viola acústica e o inferno.
Entre a frase rústica e o eterno,nem muito masculino,nem muito materno.
Só cantando em rimas,entre os bordões e as primas é que solta-se o inconsciente.
Um anjo meio que me guarda,meio que me empurra.
Uma mulher que me beija,outra que me surra.
Mas nada machuca,nada humilha.Macaco com a mão na cumbuca:
um olho na mãe o outro na filha.Eu que quero é a mãe...a experiencia...o aplauso consciente e franco
E,se necessário,a vaia....que a mim interessa sempre a honestidade e a entrega.
E a mãe tem com ela mil olhos ...e a filha ainda é cega,,,

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